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Jogos de tabuleiro antigos

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Vamos conhecer os jogos de tabuleiro antigos, sua história e influência no entretenimento mundial.

Jogos de tabuleiro antigos

Jogos de tabuleiro antigos

Consideramos jogos de tabuleiro antigos aqueles jogos que quase todo mundo conhece ou já jogou, mas sua história se perde com a história da própria humanidade.

Muitos jogos de tabuleiro antigos tiveram adaptações entre nações, mudança de nomes ou de jogabilidade, mas muitos tem um aspecto em comum: todos fazem parte intrinsecamente da nossa história.

Vários desses jogos foram jogados por reis ou plebeus, do oriente ou do ocidente, e se espalharam junto com as conquistas de território, e são parte hoje da identidade humana como característica que nos diferenciam dos animais: seres racionais.

Uma característica que diferencia desses jogos de tabuleiro antigos para seus primos modernos é que não existe um criador/design reconhecido. Muitos são parte da oralidade da história, e infelizmente seus reais criadores estão perdidos nessa mesma história.

Lista de jogos de tabuleiro antigos

Vamos conhecer aqui vários jogos de tabuleiros antigos. Todos apresentados aqui, são conhecidos mundialmente e são jogados frequentemente até hoje.

Além dos jogos mais conhecidos, existem uma gama de jogos de tabuleiro antigos que foram descobertos por historiadores, ou são jogados em regiões e nações específicas do mundo.

Muito desses jogos de tabuleiro antigos e históricos tem regras fragmentadas, adaptadas no boca-a-boca, tradições ou lendas, e versões das mais diversas.

Ludo – Jogos de tabuleiro antigos

Também conhecido como Parcheesi, o Ludo é uma adaptação de um jogo indiano chamado Pachisi. No Ludo, os jogadores (de 2 a 4) tem o objetivo de levar seus peões (normalmente nas cores azul, amarelo, vermelho e verde) por todo o tabuleiro, até chegar a casa final.

É lançado o dado para saber quantas casas os peões andam, e se caso um peão caia na casa ocupada por outro peão, ele “come” a peça adversária, que volta para o início e começa sua jornada novamente.

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Ludo ou Parcheesi

Trilha – Jogos de tabuleiro antigos

Conhecido também como Moinho ou Morris Nove Homens, esse jogo estratégico consiste em fazer trincas em um tabuleiro com três quadrados concêntricos conectados entre si. Cada trinca faz com que o jogador que a fez tire uma peça do outro jogador, até o adversário ter somente duas peças, e não poder mais realizar trincas, ou não poder mais se mover no tabuleiro.

A placa mais antiga com o jogo foi encontrada em um telhado no Templo de Kurna, no Egito, cerca de 1400 AEC, mas existem registros desses jogos em pedra (baixo relevo) e em azulejos e tijolos espalhados pelo mundo, desde o Sri Lanka, sítios arqueológicos de Troia, Irlanda e até nos EUA.

Existem diversas versões para trilha, com três, seis, nove, e até doze peças. O tabuleiro é adequado conforme a quantidade de peças.

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Placa de pedra encontrada no Castelo de Montfort datando da época das Cruzadas.
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Versão moderna do Trilha/Moinho

Mancala – Jogos de tabuleiro antigos

Mancala não é um jogo em si, mas um conjunto de jogos com jogabilidade semelhante, mas diferentes regras dependendo de sua origem.

O objetivo é capturar as sementes do oponente, que estão dispostas em conchas no qual os jogadores vão colocando sementes quando pegam um punhado de uma das conchas e vão transportando entre as conchas adjacentes, uma semente por fez.

A história da Mancala não é clara, e remete de vários locais da África, como Etiópia, Nigéria e Eritreia. Seu nome, que significa “semeadura” remete as atividades agrícolas, provavelmente nos primórdios da civilização, o que tornaria o Mancala o mais antigo jogo de tabuleiro da história. Infelizmente essas alegações não foram comprovadas.

No Brasil, historiadores dizem que a Mancala foi trazida com os primeiros povos escravizados de Angola.

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Exemplar do Mancala pela Mitra Oficina de Criação

Moksha Patam – Jogos de tabuleiro antigos

Conhecido como “Cobras e Escadas” no ocidente, sua origem remota de um jogo sagrado hindi que ensina o significado de carma e darma, onde as escadas são as virtudes alcançadas, e as cobras são os vícios tentadores.

O jogo foi trazido para o ocidente em 1943 e adaptado (tirando-se os significados sagrados) pelo pioneiro em jogos modernos, Milton Bradley. Em algumas regiões da Índia, ele é conhecido também como Vaikunthapali ou Paramapada Sopana Patam (A Ladeira da Salvação).

No jogo original, as casas possuem significados distintos, onde nos quadrados das virtudes (escadas) os significados são: fé (12), confiabilidade (51), generosidade (57), conhecimento (76), and ascetismo (78).

Já no dos vícios (cobras): desobediência (41), vaidade (44), vulgaridade (49), roubo (52), mentira (58), embriaguez (62), dívida (69), assassinato (73), raiva (84), ganância (92), orgulho (95) e luxúria (99).

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Pachisi – Jogos de tabuleiro antigos

Considerado o “Jogo Nacional da Índia”, Pachisi é o antepassado do jogo ocidental conhecido como Ludo. É conhecido também como “Vinte-e-Cinco”, pontuação máxima ao se jogar os búzios ou varetas. O Vinte e Cinco é a tradução do nome do jogo, paccīs, originário do hindi.

Sua origem remete à era medieval da Índia, entre o séc. VI (ou VIII) a XVI.

A movimentação dos peões de Pachisi é excepcionalmente igual ao Ludo, diferenciando como se consegue andar com as peças. Nesse jogo, jogam-se varetas ou búzios, e se conta quantos caem para cima, para movimentar o peão:

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Um tabuleiro de Ludo pode ser usado normalmente para se jogar Pachisi, desde que se consiga as conchas de búzios.

Existem diversas variações, com mudança dos valores das conchas, adição ou retirada delas, substituição por varetas numeradas, Etc.

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Pachisi ou Chopat/Chopad/Chaupad

Senet – Jogos de tabuleiro antigos

Senet é o jogo mais antigo do mundo, pelo menos em registros históricos documentados. Conjuntos incompletos foram encontrados nas câmaras funerárias datadas de 3.500 AEC e até conjuntos completos foram encontrados na tumba do faraó Tutancâmon. Pelo formato, ele parece ser um antepassado “perdido” do Gamão.

Senet tem um significado religioso para os antigos egípcios, e sua tradução significa “Passagem”. Seu tabuleiro consiste em três linhas com 10 colunas, onde existem casas malignas e benignas, que remete ao livro sagrado e histórico, o “Livro dos Mortos“, onde é citado no capítulo XVII.

O jogador, competindo com outros ou sozinho, tem que passar seu peão por entre as casas. Quem conseguir tirar todos os peões, vence.

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Rainha Nefertari (1.255 AEC) jogando sozinha o Senet
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Exemplar do Senet pela Mitra Oficina de Criação

Tafl – Jogos de tabuleiro antigos

Um jogo de origem nórdica (pronuncia-se TAVL) datado de antes do séc. IV. Seu significado significa literalmente “tabuleiro” em nórdico antigo, e foi espalhado por esses por diversas regiões, desde a Islândia, Grã-Bretanha, Irlanda e Lapônia.

O jogo consistia em um tabuleiro quadriculado, com peças representando dois lados. Um dos lados sempre era maioria (na proporção 2 por 1), enquanto outro lado, com menos peças, tinha um rei. O objetivo era diferente para os jogadores: enquanto o lado com mais peças tinha que capturar o rei, o com menos peças tinha que fugir com o rei para uma das quinas do tabuleiro.

Existem diversas versões do Tafl, com tabuleiros, peças, e colocação de peças diferentes, mas todos com a proporção de 2×1 (mais o Rei) na quantidade.

Com a ascensão do Xadrez (Chess) na região por volta do séc. XII, o Tafl perdeu espaço.

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Um Tafl (versão Hnefatafl) por IGNITED Arts Design

Xadrez – Jogos de tabuleiro antigos

Conhecido mundialmente, o Xadrez é ao mesmo tempo um jogo de tabuleiro, uma arte, uma ciência e um esporte. Sua forma atual conhecida data do séc. XV, mas, se jogava antes na Europa por idos do séc. XII, e na Ásia Oriental antes do sec. VI.

O Xadrez é um dos jogos mais famoso do mundo, ao lado da Damas e do Dominó.

Por ser um jogo atemporal e de diversas regiões tão diferentes, existem controvérsias de quem realmente foi o responsável por criação de tal jogo de complexidade e estratégia singulares. Seu “primo” mais velho, e também apontado como seu “progenitor”, é o Chaturanga.

O jogo consiste em um tabuleiro quadriculado, com cores alternadas, e peças distintas são colocadas em seus extremos em uma ordem fixa. Cada peça tem seu movimento distinto, e o objetivo do jogo é capturar o rei adversário.

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Imagem de Steve Buissinne por Pixabay

Ele possui vários outros seus primos, como vimos a seguir:

Chaturanga

Índia no séc. VI. Possui a versão com quadro reis, chamada Chaturaji, que lembra um pouco o Xadrez moderno com o Pachisi, por usar dados. Esse último alegam-se ser antecessor do Chaturanga e, conseguinte, o verdadeiro pai do Xadrez.

Xiangpi

Vulgo Xadrez Chines, aproximadamente entre 202 a 204 a.C. Possui peças e movimentos diferentes do Xadrez ocidental (como general e bandidos).

Makruk

Vulgo Xadrez Tailandês. Bastante similar ao Xadrez ocidental, mas bem mais estratégico, já que os peões não ficam colados com outras peças no início do jogo (ficam na linha 3 invés da linha 2) e são promovidos à Rainha quando chegam a linha 6.

Xatranje

Também conhecido como Shatranj, o Xadrez árabe, Teve eu reinado por 1.000 anos antes do Xadrez moderno ter suplantado ele.

Seu diferencial era que o Rei não começava em um canto fixado, tinha outras peças (como o elefante, quase o mesmo movimento do cavalo), e a vitória poderia ser conquistada se capturasse todas as peças adversárias, exceto o rei, em uma jogada chamada “o rei nu”. A manobra “rei afogado” garantia a vitória de quem controlava o rei, ao contrário do Xadrez ocidental.

Senterej

Xadrez etíope. Sua diferença mais marcante é que o tabuleiro é diferente dos demais (não existem quadrados pretos e brancos, são todos vermelhos) e algumas peças tem movimentos restritos. Os jogadores movem peças ao mesmo tempo, e ao contrário de todos os outros, é comum espectadores darem palpites.

Jogo Real de Ur

Sendo mais antigo jogo de tabuleiro no qual as regras foram preservadas (Senet é o mais antigo, mas as regras só foram redescobertas séculos depois).

Os conjuntos mais antigos foram descobertos onde hoje é o Iraque na década de 1920 pelo famoso arqueólogo britânico Sir Leonard Wooley, e datam cerca de 2.600 AEC. Existem exemplares colhidos posteriormente, em sítios no Irã, Síria, Egito e Líbano. Até exemplares foram encontrados na tumba de Tutancâmon.

Sua forma original de jogar foi resgatada de documentos, imagens e jogos da mesma época parecidos (como o Senet). Cada jogador possui 7 peões e joga três dados de quatro lados (muito conhecidos nos RPG de mesa).

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Exemplar achado pelo Sir Wooley exposto no British Museum
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Exemplar do Jogo Real de Ur pela Mitra Oficina de Criação

Damas – Jogos de tabuleiro antigos

Damas é um conjunto de jogos estratégicos no qual, consistem em dois jogadores moverem peças na diagonal e capturar todas as peças adversárias, em um tabuleiro quadriculado e disposto em cores alternadas. As peças são dispostas nas casas pretas, e se movem nelas.

A Damas é um dos jogos mais famoso do mundo, ao lado do Xadrez e do Dominó.

O que difere as damas por nacionalidade ou região é a quantidade de peças e quantas linhas e colunas possuem o tabuleiro. As regras são as mesmas: as peças se movem na diagonal uma casa por vez, captura as peças adversárias e param em um espaço adjacente, e quando chegam na linha oposta do que saíra, se transforam em Rainhas (ou Damas, ou Reis) e podem percorrer vários espaços de uma vez só. Dois jogadores jogam com peças brancas de um lado, e pretas de outro. Ganha quem eliminar todas as peças do adversário.

Conheça os tipos de Damas pelo mundo:

Damas internacionais ou Polonesas

Tabuleiro 10 x 10, 20 peças para cada jogador. Peças brancas começam. O canto direito do tabuleiro começa com uma casa branca. Os Reis (Damas) andam quantas casas quiserem. Peças podem captura para trás. Comum na Polônia, Noruéga, Suriname, França, Bélgica, algumas partes da Europa oriental e Rússia, e alguns países da África.

Damas de Ghana

Igual à damas internacional só que o canto direito começa com uma casa preta.

Damas dos Países Baixos (Frísia)

Igual à damas internacionais, mas com o diferencial que as peças valem pontos. Os Reis (Rainhas) valem o dobro dos Homens (Peões). Essa versão é jogada na Bélgica, Itália, Países Baixos (Holanda), República Tcheca, Ucrânia e Rússia.

Damas canadenses

Tabuleiro 12 x 12, 30 peças para cada jogador. Peças brancas começam. O canto direito do tabuleiro começa com uma casa branca. Os Reis (Damas) andam quantas casas quiserem. Peças podem captura para trás.

Damas brasileiras

Tabuleiro 8 x 8, 12 peças para cada jogador. Peças brancas começam. O canto direito do tabuleiro começa com uma casa branca. Os Reis (Damas) andam quantas casas quiserem.

Damas estadunidenses

Tabuleiro 8 x 8, 12 peças para cada jogador. Peças pretas começam. O canto direito do tabuleiro começa com uma casa branca. Peças podem captura para trás. Também conhecido como damas espanholas, é muito jogado no sudoeste dos EUA, e é tradição dentre a comunidade afro-americana.

Se ficar 3 damas contra 1, o jogador com 3 damas tem que ganhar o jogo em 13 jogadas, ou perderá a partida.

Damas jamaicanas

Igual as damas estadunidenses, só que a sequência de casas pretas é da direita para a esquerda, contrário das demais.

Shashki ou damas russas

Igual às damas estadunidenses, exceto que quando um homem (peão) captura um rei (dama), ele se transforma em um rei (dama), e este não tem limite para capturar peças. Existe uma versão de tabuleiro 10×8 chamado Poddavick.

Damas moçambiquenses

Igual às damas estadunidenses, exceto que as peças pretas que começam. É de onde o nome “Damas” surgiu, pois em todos os outros locais o jogo é chamado de Checkers ou Draughts, exceto no Brasil que é chamado de Damas mesmo.

Damas espanholas

Tabuleiro 8 x 8, 12 peças para cada jogador. Peças brancas começam. O canto direito do tabuleiro começa com uma casa branca, mas as peças são colocadas nas casas brancas invés das pretas. Os Reis (Damas) andam quantas casas quiserem. Peças não podem captura para trás.

É também jogado em Portugal alguns países da América do Sul, e norte da África.

Damas malasianas / singaporenses

Tabuleiro 12 x 12, 30 peças para cada jogador. Qualquer peça (branca ou preta) começa. O canto direito do tabuleiro começa com uma casa branca. Os Reis (Damas) andam quantas casas quiserem. Peças não podem captura para trás. A captura é obrigatória, ou quem deixa de capturar perde a peça (conhecido no Brasil como “sopro”).

Jogado em Singapura, Malásia, e região próxima. Conhecido como “Xadrez Negro” e as vezes jogado com um tabuleiro 8 x 8.

Damas Tchecas

Mesma coisa da damas espanholas, exceto se existir uma sequência de captura envolvendo um rei, ele deve ser priorizado.

Damas húngaras / eslovacas

Igual as damas espanholas, mas todas as peças andam quanto quiserem.

Damas argentinas

Similar as espanholas, mas com possibilidade de alteração de tabuleiro de 8 x 8 (12 peças) ou 10 x 10 (15 peças). O canto direito do tabuleiro começa com uma casa preta. Quando o Rei (Dama) captura, ele somente poderá se mover novamente se for para capturar na sequência.

Damas tailandesas

Igual as damas espanholas, mas quem começa é o preto. Elas podem captura para trás se fizer parte de uma sequência de capturas.

Damas alemãs

Similar às damas argentinas (tabuleiro 8 x 8), mas quem começa é o jogador com peças pretas.

Damas turcas

Tabuleiro 8 x 8, 16 peças. Ambas as casas são utilizadas (dispostas como o xadrez). As peças podem mover-se verticalmente e horizontalmente. Elas não podem voltar e capturar para trás.

Damas myanmarense

Similar às damas espanholas, mas com duas opções de jogo: capturar tudo ou capturar livre.

Damas tanzanianas

Similar as damas espanholas, mas qualquer um pode começar. A captura é obrigatória.

Damas inglesas ou draughts

Tabuleiro 8 x 8, 12 peças para cada jogador. As peças pretas começam. O canto direito do tabuleiro começa com uma casa branca. Os Reis (Damas) andam somente uma casa por vez. Peças não podem captura para trás. A captura é opcional.

Damas italianas

Similares as damas inglesas, exceto que o canto direito do tabuleiro começa com uma casa preta, as peças brancas começam, e os peões (homens) não podem capturar as damas (reis), e não podem fazer sequência de capturas (somente os reis).

Damas góticas

Similar às damas inglesas, mas tanto faz o lado do tabuleiro, e todas as casas são usadas. Peças se movem diagonalmente, mas podem capturar em qualquer lado, diagonalmente, para frente ou lados, mas não para trás.

Dominó – Jogos de tabuleiro antigos

Utilizando retângulos divididos em 2, que possuem pontos de zero (loja) a seis (sena), Dominó é outro jogo famoso e fica no mesmo nível de fama do Xadrez e Damas.

A menção mais antiga do jogo Dominó remete a China, entre a dinastia Yuan (1271 a 1368), e chegou ao ocidente no séc. XVIII na sua versão 28 peças. Na versão 32 peças, sem os lados em branco, existem relatos de conjuntos encontrados no séc. XVII no ocidente.

Existem diversas formas de jogar dominó ocidental, tanto nas forças de pegar as peças, quanto de formar os diversos caminhos que são criados.

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Imagem de Wokandapix por Pixabay

Gamão – Jogos de tabuleiro antigos

O Gamão é um jogo de corrida, onde o objetivo é levar suas peças de um extremo do tabuleiro para outro, usando os movimentos fornecidos por dados.

Similar a vários jogos de corrida como Ludo, tem sua origem controvérsia, onde alguns historiadores atribuem que o Gamão é uma evolução do Senet, Pachesi ou do Jogo Real de Ur. Sua versão atual data de aproximadamente o séc XII, e sua popularidade mundial data de aproximadamente entre o séc. XVIII a XIX.

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Imagem de Steve Buissinne por Pixabay

Jogo da Onça – Jogos de tabuleiro antigos

Jogo de origem brasileira, é um jogo indígena jogado no chão, traçado o tabuleiro na areia e usado pedras como peças. Chamado de adugo (jaguar) pelo povo bororo (aldeia Meruri, cidade de General Carneiro/MT), data de antes da colonização portuguesa no Brasil.

Jogado entre dois jogadores, um que controla a onça/jaguar, e outro que controla os caçadores (ou cães na variante interpretativa do jogo), o objetivo da onça é comer todas as peças (captura similar ao jogo de damas), enquanto dos caçadores é encurralar a onça, de uma forma que ele não consiga comer os caçadores.

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“tabuleiro” e peças do Jogo da Onça

Go – Jogos de tabuleiro antigos

Também conhecido como Weiqi ou Baduk, esse jogo abstrato de posicionamento de peças é jogado na China há mais de 2.500 anos. É bastante fácil, pois possui poucas regras, mas de estratégica complexa.

O tabuleiro de Go, chamado goban, é feito de madeira com 19 x 19 linhas. As peças, chamadas goishi, são distribuídas em 180 para o jogadores que controlar as brancas e 181 para os jogadores que controlarem as pretas. Esse jogador (peças pretas) começa o jogo. No tabuleiro vazio, cada jogador vai colocando as peças, e vão capturando peças adversárias conforme vão cercando as peças, e ganha quem tiver mais pontos.

Fim do Texto – Jogos de tabuleiro antigos

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